O programa Porta dos Fundos é realmente
brilhante! O humor sutil e o nonsense escancarado que torna o bizarro atraente
são provas disso. Em qualquer roda de amigos é raro encontrar um que não se
encante com o grupo. Geralmente, para descontrair, eu vou ao Youtube, seleciono
o canal dos caras e racho o bico. Nas minhas previsões daqui alguns anos o
grupo deixará de existir. Todo ciclo se encerra. Um dia a fonte de criatividade
vai secar. As piadas se repetirão e o programa vai sucumbir perante um novo
grupo de comédia com um canal no Youtube ou em um meio de difusão superior.
O que isso tem a ver com o fim da MTV? Tudo.
Nasci em 1990, acredito que não sou o melhor para falar sobre a importância da MTV no Brasil já que enquanto a emissora dava seus primeiros passos eu ainda engatinhava. Mas guardo muito saudosismo comigo e o pouco que vi, num tempo remoto, é o suficiente para lamentar esse ciclo de sucesso que se encerrou na TV aberta.
Quando surgiu o primeiro boato do fim da MTV eu pensei: “Mas, cara, foi lá onde fui apresentado às minhas bandas favoritas. Isso não é justo.” Mas o mundo dos negócios não é feito de justiça. Ele é feito de dinheiro. E a MTV não fazia mais dinheiro. Não fazia dinheiro, não fazia sucesso, não dava mais Ibope. Posso até ser chato a ponto de dizer que só fazia piadas.
Minha relação com a MTV vale-se pelos anos de 1999 até um período indeterminado, quando o canal começou a denegrir. Música não era mais o carro chefe da Music Television. No mínimo contraditório. Entrava em cena os reality shows e os programas de lazer/comédia. Curti muitos deles, como por exemplo: Hermes e Renato, RockGol, Pimp my Ride, Punk’d. Isso sem falar nos programas de música. Nunca aprendi tanto sobre música como na época em que assistia Top Top MTV: Leo Madeira e Marina Person formavam uma excelente dupla que informava e entretinha. Então tá, vamos falar de música: o nome já dizia tudo, era uma aula sobre um gênero musical. Uma pena que teve vida curta na emissora. Piores Clipes do Mundo, Covernation e o Marcos Mion um dia já foi muito legal. Coisas que só a MTV Brasil poderia fazer.
* E já que é para exprimir os sentimentos eu faço uma menção honrosa ao Red Hot Chili Peppers – uma banda que eu gosto só um pouquinho – por que vem deles a lembrança mais doce que eu tenho da MTV Brasil. O ano era 1999/2000, o programa era o Disk MTV. A apresentadora deveria ser Sabrina Parlatore. Na ocasião, eu passava todas as tardes torcendo para que Californication estivesse entre os 10 clipes do dia. No dia seguinte, na escola, o assunto com os coleguinhas era o mesmo: “Eae, vocês viram Californication ontem?” Que época boa! E a MTV era parte disso. *
A MTV encontrou uma fórmula interessante para balancear música e comportamento na televisão. Adquiriu um caráter social, também por ser UHF. O problema começou quando a música perdeu espaço e a comédia reinou. Os programas mencionados no parágrafo anterior já não faziam parte da grade. E os que vieram para substituí-los não davam conta do recado. Era lamentável ver a MTV, que já foi responsável por formar bandas, tornando-se uma piada de mau gosto.
Se eu tivesse que apontar um culpado eu diria que foi a Internet. Com o mundo disponível em seus smartphones as pessoas não buscavam mais no canal informações sobre suas bandas favoritas, clipes, entretenimento. A MTV que sempre andou paralelo com os jovens se modernizou. Mas era visível que havia ficado em segundo plano. Esgotando suas tentativas, a MTV foi perdendo cada vez mais força. Seus poucos astros foram partindo, contratos se encerrando, o fim já era sentido.
O que vai acontecer com a emissora a partir de agora eu estou curioso para saber. Integrando-se à TV cabo é possível que consiga mais receita para trazer VJ’s de qualidade? Será que continuarão apostando nos programas de comédia 24/7 ou será que ainda tem espaço para música?
O que isso tem a ver com o fim da MTV? Tudo.
Nasci em 1990, acredito que não sou o melhor para falar sobre a importância da MTV no Brasil já que enquanto a emissora dava seus primeiros passos eu ainda engatinhava. Mas guardo muito saudosismo comigo e o pouco que vi, num tempo remoto, é o suficiente para lamentar esse ciclo de sucesso que se encerrou na TV aberta.
Quando surgiu o primeiro boato do fim da MTV eu pensei: “Mas, cara, foi lá onde fui apresentado às minhas bandas favoritas. Isso não é justo.” Mas o mundo dos negócios não é feito de justiça. Ele é feito de dinheiro. E a MTV não fazia mais dinheiro. Não fazia dinheiro, não fazia sucesso, não dava mais Ibope. Posso até ser chato a ponto de dizer que só fazia piadas.
Minha relação com a MTV vale-se pelos anos de 1999 até um período indeterminado, quando o canal começou a denegrir. Música não era mais o carro chefe da Music Television. No mínimo contraditório. Entrava em cena os reality shows e os programas de lazer/comédia. Curti muitos deles, como por exemplo: Hermes e Renato, RockGol, Pimp my Ride, Punk’d. Isso sem falar nos programas de música. Nunca aprendi tanto sobre música como na época em que assistia Top Top MTV: Leo Madeira e Marina Person formavam uma excelente dupla que informava e entretinha. Então tá, vamos falar de música: o nome já dizia tudo, era uma aula sobre um gênero musical. Uma pena que teve vida curta na emissora. Piores Clipes do Mundo, Covernation e o Marcos Mion um dia já foi muito legal. Coisas que só a MTV Brasil poderia fazer.
* E já que é para exprimir os sentimentos eu faço uma menção honrosa ao Red Hot Chili Peppers – uma banda que eu gosto só um pouquinho – por que vem deles a lembrança mais doce que eu tenho da MTV Brasil. O ano era 1999/2000, o programa era o Disk MTV. A apresentadora deveria ser Sabrina Parlatore. Na ocasião, eu passava todas as tardes torcendo para que Californication estivesse entre os 10 clipes do dia. No dia seguinte, na escola, o assunto com os coleguinhas era o mesmo: “Eae, vocês viram Californication ontem?” Que época boa! E a MTV era parte disso. *
A MTV encontrou uma fórmula interessante para balancear música e comportamento na televisão. Adquiriu um caráter social, também por ser UHF. O problema começou quando a música perdeu espaço e a comédia reinou. Os programas mencionados no parágrafo anterior já não faziam parte da grade. E os que vieram para substituí-los não davam conta do recado. Era lamentável ver a MTV, que já foi responsável por formar bandas, tornando-se uma piada de mau gosto.
Se eu tivesse que apontar um culpado eu diria que foi a Internet. Com o mundo disponível em seus smartphones as pessoas não buscavam mais no canal informações sobre suas bandas favoritas, clipes, entretenimento. A MTV que sempre andou paralelo com os jovens se modernizou. Mas era visível que havia ficado em segundo plano. Esgotando suas tentativas, a MTV foi perdendo cada vez mais força. Seus poucos astros foram partindo, contratos se encerrando, o fim já era sentido.
O que vai acontecer com a emissora a partir de agora eu estou curioso para saber. Integrando-se à TV cabo é possível que consiga mais receita para trazer VJ’s de qualidade? Será que continuarão apostando nos programas de comédia 24/7 ou será que ainda tem espaço para música?
Enfim, tudo isso só para dizer que a MTV Brasil
não vai fazer falta. Mas vai deixar saudade.
Agora vou lá para o canal do Porta dos Fundos rir um pouquinho e quem sabe já idealizar o post comentando o fim do grupo daqui alguns anos. É esperar para ver.
Agora vou lá para o canal do Porta dos Fundos rir um pouquinho e quem sabe já idealizar o post comentando o fim do grupo daqui alguns anos. É esperar para ver.