quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O triste fim da MTV Brasil

   O programa Porta dos Fundos é realmente brilhante! O humor sutil e o nonsense escancarado que torna o bizarro atraente são provas disso. Em qualquer roda de amigos é raro encontrar um que não se encante com o grupo. Geralmente, para descontrair, eu vou ao Youtube, seleciono o canal dos caras e racho o bico. Nas minhas previsões daqui alguns anos o grupo deixará de existir. Todo ciclo se encerra. Um dia a fonte de criatividade vai secar. As piadas se repetirão e o programa vai sucumbir perante um novo grupo de comédia com um canal no Youtube ou em um meio de difusão superior.
O que isso tem a ver com o fim da MTV? Tudo.

   Nasci em 1990, acredito que não sou o melhor para falar sobre a importância da MTV no Brasil já que enquanto a emissora dava seus primeiros passos eu ainda engatinhava. Mas guardo muito saudosismo comigo e o pouco que vi, num tempo remoto, é o suficiente para lamentar esse ciclo de sucesso que se encerrou na TV aberta.
    Quando surgiu o primeiro boato do fim da MTV eu pensei: “Mas, cara, foi lá onde fui apresentado às minhas bandas favoritas. Isso não é justo.” Mas o mundo dos negócios não é feito de justiça. Ele é feito de dinheiro. E a MTV não fazia mais dinheiro. Não fazia dinheiro, não fazia sucesso, não dava mais Ibope. Posso até ser chato a ponto de dizer que só fazia piadas.
    Minha relação com a MTV vale-se pelos anos de 1999 até um período indeterminado, quando o canal começou a denegrir. Música não era mais o carro chefe da Music Television. No mínimo contraditório. Entrava em cena os reality shows e os programas de lazer/comédia. Curti muitos deles, como por exemplo: Hermes e Renato, RockGol, Pimp my Ride, Punk’d. Isso sem falar nos programas de música. Nunca aprendi tanto sobre música como na época em que assistia Top Top MTV: Leo Madeira e Marina Person formavam uma excelente dupla que informava e entretinha. Então tá, vamos falar de música: o nome já dizia tudo, era uma aula sobre um gênero musical. Uma pena que teve vida curta na emissora. Piores Clipes do Mundo, Covernation e o Marcos Mion um dia já foi muito legal. Coisas que só a MTV Brasil poderia fazer.

* E já que é para exprimir os sentimentos eu faço uma menção honrosa ao Red Hot Chili Peppers – uma banda que eu gosto só um pouquinho – por que vem deles a lembrança mais doce que eu tenho da MTV Brasil. O ano era 1999/2000, o programa era o Disk MTV. A apresentadora deveria ser Sabrina Parlatore. Na ocasião, eu passava todas as tardes torcendo para que Californication estivesse entre os 10 clipes do dia. No dia seguinte, na escola, o assunto com os coleguinhas era o mesmo: “Eae, vocês viram Californication ontem?” Que época boa! E a MTV era parte disso. *

    A MTV encontrou uma fórmula interessante para balancear música e comportamento na televisão. Adquiriu um caráter social, também por ser UHF. O problema começou quando a música perdeu espaço e a comédia reinou. Os programas mencionados no parágrafo anterior já não faziam parte da grade. E os que vieram para substituí-los não davam conta do recado. Era lamentável ver a MTV, que já foi responsável por formar bandas, tornando-se uma piada de mau gosto.
    Se eu tivesse que apontar um culpado eu diria que foi a Internet. Com o mundo disponível em seus smartphones as pessoas não buscavam mais no canal informações sobre suas bandas favoritas, clipes, entretenimento. A MTV que sempre andou paralelo com os jovens se modernizou. Mas era visível que havia ficado em segundo plano. Esgotando suas tentativas, a MTV foi perdendo cada vez mais força. Seus poucos astros foram partindo, contratos se encerrando, o fim já era sentido.
O que vai acontecer com a emissora a partir de agora eu estou curioso para saber. Integrando-se à TV cabo é possível que consiga mais receita para trazer VJ’s de qualidade? Será que continuarão apostando nos programas de comédia 24/7 ou será que ainda tem espaço para música? 

Enfim, tudo isso só para dizer que a MTV Brasil não vai fazer falta. Mas vai deixar saudade.
Agora vou lá para o canal do Porta dos Fundos rir um pouquinho e quem sabe já idealizar o post comentando o fim do grupo daqui alguns anos. É esperar para ver. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Hard to say

    After many losses in few time I decided to write. This is a regular post, no one in special. What is special about this post is saying goodbye.
    First time I said goodbye I was 12 years old. My grandpa was 79. In this case was hard to say goodbye because I didn’t have the opportunity. Maybe because I was too young. At that time I thought cancer would be easy to overcome. But I was wrong. I couldn’t say bye for my first loss.
    While writing the previous paragraph I remembered my actual first loss: my pinscher. My second loss was another pinscher, the one we brought to replace the first one. Mile lived for four months, Sandy for one year. Poisoned or runned over by a car, respectively, at the end my sadness was the same. Anyway, can not compare with the hole that grandpa left.
    In 2007, when I moved from my current school to a new one, it was hard to say goodbye. I had been studying with my gang for long years. In the very last high school year I found myself alone in a brand new place. It took few time to make some friends. It took few time for saying goodbye one more time.
    College, job, another job, another places, another groups and always the same ending. Always the same words, the same wishes. Some things in life will never change. But as time passes it seems harder and harder to get used to this conditions.
    Sometimes it is better to avoid thinking about it. Not thinking about it I decided to live abroad. Far from my family, my friends and my dog - after losing two dogs we decided to try our luck buying a new one. I wish you a long life, Mindy, God only knows how much I love you.
    I can’t remember a goodbye so sad like that September, 21, 2012 in Guarulhos International Airport. I put in my mind it was not a goodbye. It is more like a see yous later. I will be back soon, trust me.
    In different lands I met new people. New people means saying goodbye in the future. But when we meet we don’t think about it. We just think about it when it really happens. Then it is too late. And one by one I lost them all. Again, at that time I promised it was not goodbye, it was a see you later. But deep inside I knew it would be difficult to keep my promise, being a group of people from different cities, countries and continents.
    Loosing those we love can not stop us from making new friends, this is socializing. But I must confess I’ve been trying hard not to get too involved with people. At the end the speeches are all the same. The wishes are all the same. And the tears are always bitter. There are things in life that never change. It will be always hard to say goodbye.

See You later, dear readers.