segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Só sei que nada sabemos



Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todos os chatos que nos últimos dias expressaram sua opinião política através de diversos meios de comunicação. Em especial as redes sociais. O fato de estarmos discutindo política e deixando o corriqueiro de lado me sugere que, finalmente, estamos estabelecendo primordialidades e, indiretamente, deixando o inútil de lado.
Verdade seja dita: a maioria que comentou, acabou falando asneira. Não deprecio. Aliás, sou um daqueles que cisma com uma doutrina e a segue até ser persuadido. Às vezes, nem eu mesmo entendo por que sigo a toada. Me interesso, vou atrás, pesquiso superficialmente, mas, nunca me aprofundando em nenhum assunto. Nada além da minha velha sina de querer entender de tudo um pouco e me especializar em porra nenhuma. E com política não seria diferente. 

Acho que entender política em um cenário conturbado igual o que estamos é igual tentar explicar um placar de 7x1 numa semifinal de Copa do Mundo. Faltam argumentos e sobra falácia. 

Ainda não sei o que esperar do Brasil de Dilma. Provavelmente, mais quatro anos do mesmo. Escândalos aqui e acolá, inflação incontrolável e desvalorização da moeda nacional. Tampouco imagino o que seria do país nas mãos do contestado PSDB. São Paulo come o pão que o diabo amassou há anos com o governo peemedebista. E nem sequer uma aguinha para engolir esse sofrido pãozinho.

Nunca concordei com essa máxima de que o voto é secreto. Não faço do meu voto um segredo. Prefiro expor minha opinião e aprender sobre a opinião alheia. Atitude que acabou custando caro nas últimas eleições. Difícil explicar para minha mãe que eu não sou petista; que votei no PT apenas por eliminação. Mesmo se eu fosse petista, essa condição não faz de mim um monstro. Existe muito mais por trás dos bastidores da política do que supõe nossa vã filosofia para erguer qualquer bandeira.

O Brasil virou um dérbi. O time de azul contra o time de vermelho. Porém, repito: estou muito feliz com a condição. Acredito que a partir de agora a tendência é acompanhar mais de perto o que nossos “representantes” estão tramando. A partir de 1º de Janeiro quero ver todos abaixando suas bandeiras e erguendo suas lupas. Vamos ler mais jornais e revistas (Mais de um jornal e mais de uma revista, por favor!). E vamos cobrar as promessas, antes que virem arquivos de gaveta. Já perdemos muito tempo para sermos passados para trás por mais quatro anos.

Se você leu e gostou, obrigado. Se leu e não gostou, obrigado mesmo assim. Esse é o relato de alguém que não conhece muito sobre política, mas que construiu seu ponto de vista estudando o assunto proposto e respeitando a tese adversária. Não se sinta obrigado/a a curtir, compartilhar ou mover qualquer crítica ou sugestão. De nada irá adiantar porque de nada eu sei. E vou custar a acreditar que você sabe muito mais do que eu. Pretensioso, sim. Bitolado, talvez. Mas nunca leviano. E se ignorância é uma bênção: até aqui vem me ajudado o Senhor. Amém!



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