Calvice é quando você faz um moicano e ele fica imperceptível.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Dia da Nostalgia
Por favor, só mais um feriado no Brasil Esse é o melhor
deles, juro! É o dia da nostalgia. Nesse dia a gente dorme até às 9:00. Acordamos
e assistimos desenhos na TV. Fica a seu critério escolher o canal. Na Cultura esta
passando X Tudo. Na Globo está passando Caverna do Dragão. No SBT está passando
Tom & Jerry. A Rede TV insiste nos crente. Deixa ela...
Na hora do almoço rola um arroz, feijão, bife e bata frita. Tudo isso com
aquele gostinho inconfundível de casa. Para sobremesa a mamãe preparou um bolo
de chocolate com cobertura de chocolate. Eu vou comer um pedaço do bolo e roubar
a cobertura dos outros por que sou uma criança gulosa.
Depois da comilança a gente vai pra rua
bater uma bola com a meninada. Também vale empinar pipa para quem é menino e
meninas sintam-se livres para as amarelinhas e corre cotia. Mas corre mesmo.
Corre por que já vai começar a Sessão da Tarde. Hoje é um dia especial. Vai
passar a Lagoa Azul. Sim, o mesmo de ontem. Mas vamos assistir de qualquer
jeito. Depois do filme a gente pode voltar para a rua. A garotada combinou de
fazer um esconde-esconde valendo o bairro inteiro. E o último salva o mundo.
Depois da brincadeira voltamos para casa. Estamos sujos,
fedidos e ralados de concreto. E muito felizes. Por que esse é um feriado que
valeu a pena. Pessoas dizem que o Natal não tem mais significado, pessoas dizem
que o Carnaval não tem graça. Essas mesmas pessoas sempre conversam sobre
desenhos nas mesas de bar. Essas pessoas são sempre saudosas. Essas pessoas
merecem esse dia. Esse dia nos merece de volta. Será que o tempo não tem
saudade da nossa infância?
Depois de todo agito do dia da Nostalgia, nós vamos dormir cedo por que nosso pai não gosta que fiquemos acordados até tarde. Aliás, temos mesmo que ir dormir cedo. Amanhã é dia de trabalho. Dia de encarar o chefe, dia de apresentar relatório na faculdade, dia de discutir o relacionamento. Dia da nostalgia foi só hoje. Ele é único igual nossa infância.
Depois de todo agito do dia da Nostalgia, nós vamos dormir cedo por que nosso pai não gosta que fiquemos acordados até tarde. Aliás, temos mesmo que ir dormir cedo. Amanhã é dia de trabalho. Dia de encarar o chefe, dia de apresentar relatório na faculdade, dia de discutir o relacionamento. Dia da nostalgia foi só hoje. Ele é único igual nossa infância.
domingo, 23 de dezembro de 2012
O fim do meu mundo já começou
Graças aos antigos maias o dia 21 de Dezembro
de 2012 ficou conhecido como o dia do fim do mundo. Muita especulação foi feita
sobre o que aconteceria nessa data já que o calendário Maia terminava nela.
Esse drama fez o meu aniversário ficar em segundo plano. O dia 21 de Dezembro
de 1990 em breve será famoso pelo dia do meu nascimento. Nove meses após a
transa mais bem sucedida de meus pais, resultando na minha vinda ao mundo.
Hoje, com minha visão niilista clássica eu formulei um raciocínio sobre o que eu imagino que seja o fim de mundo para mim. Já vou adiantando que é bem pessimista. Eu contei para a minha mãe, que sofreu complicações no meu parto, e ela não gostou nada do que eu disse. É minha opinião, mamãe. Me desculpe.
O mundo para mim já acabou em 21 de Dezembro. Mas de 1990. Esse mundo é muito cruel e às vezes penso o que aconteceria se eu não tivesse nascido. Será que minha família teria um filho genial daqueles que com 13 anos ingressa na Universidade para cursar Física Quântica e aos 22 já é Dr. em Termodinâmica aplicada? Ou será que eles teriam um filho dependente químico que aos 19 vende a mobília de casa para comprar drogas e aos 24 é condenado a prisão por não pagar pensão alimentícia aos seus três filhos?
Enfim eu nasci, e não tive meu fim nesse 21 de Dezembro onde celebrei meus 22 anos. Sou eternamente grato pela vida. Por tudo que já vivi, por tudo que já senti, por todo amor que já recebi e retribuí, por todas as piadas, por todas as mancadas, por todas as surpresas e desafios. Mas parafraseando Freddy Mercury com um trecho de Bohemian Rhapsody:
Hoje, com minha visão niilista clássica eu formulei um raciocínio sobre o que eu imagino que seja o fim de mundo para mim. Já vou adiantando que é bem pessimista. Eu contei para a minha mãe, que sofreu complicações no meu parto, e ela não gostou nada do que eu disse. É minha opinião, mamãe. Me desculpe.
O mundo para mim já acabou em 21 de Dezembro. Mas de 1990. Esse mundo é muito cruel e às vezes penso o que aconteceria se eu não tivesse nascido. Será que minha família teria um filho genial daqueles que com 13 anos ingressa na Universidade para cursar Física Quântica e aos 22 já é Dr. em Termodinâmica aplicada? Ou será que eles teriam um filho dependente químico que aos 19 vende a mobília de casa para comprar drogas e aos 24 é condenado a prisão por não pagar pensão alimentícia aos seus três filhos?
Enfim eu nasci, e não tive meu fim nesse 21 de Dezembro onde celebrei meus 22 anos. Sou eternamente grato pela vida. Por tudo que já vivi, por tudo que já senti, por todo amor que já recebi e retribuí, por todas as piadas, por todas as mancadas, por todas as surpresas e desafios. Mas parafraseando Freddy Mercury com um trecho de Bohemian Rhapsody:
“I don’t wanna to die. I sometimes wish I’d never been born at all."
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
O 12/12/12 no Morumbi
Tenho 21 anos e acompanho futebol desde cedo. Mas acompanho de verdade. Sou são paulino declarado e gosto de ficar por dentro de tudo que ocorre com meu time e tudo o que acontece no mundo do futebol além do São Paulo Futebol Clube. Sem tomar partido, porém, sempre com visão crítica.
O que aconteceu no estádio do
Morumbi nesse curioso 12 de Dezembro de 2012 foi um dos episódios mais
patéticos para a história do futebol e mais glorioso para a história do São Paulo.
Patético para o futebol argentino
que escreveu o capítulo mais obscuro de sua história. Muito mal representado
pela equipe do Tigre, o que aconteceu hoje foi um anti heroísmo dessa raça tão
mal vista no mundo esportivo. A equipe do Tigre é limitada tecnicamente. Pela
primeira vez essa unanimidade é inteligente. Pela segunda vez a unanimidade é
inteligente ao constatar que a equipe do Tigre não viraria - sequer empataria –
a partida que marca a final da Copa Bridgestone Sulamericana. Uma equipe com
110 anos e poucos títulos em sua história. A maioria deles títulos de
competições inferiores que garantiram a ascensão da equipe na elite do futebol
argentino. Mesmo assim, sem muito brilho entre os grandes.
Hoje, prestes a dar um grande
passo em sua vitrine internacional, o Tigre se mostrou motivo de piada para o
mundo. Alegando uma possível ameaça de membros da equipe de segurança do
estádio do Morumbi a equipe que bateu, impiedosamente, por 135 minutos se
refugiou no vestiário do estádio do Morumbi. Não subiram para a segunda etapa
do duelo e entregaram a taça para a equipe tricolor.
O presente veio para coroar a boa
campanha são paulina na competição. E mais que isso serve para mostrar para o
mundo a grandeza do Soberano e registrar esse 12/12/12 na história do futebol
como o dia em que o gigante do Morumbi fez o adversário tremer e sequer se
apresentar para a segunda parte do espetáculo que prometia atuação de gala de
Lucas e companhia.
Torcedor do São Paulo sinta-se
orgulhoso, sinta-se mais do que vencedor. Nesse tão previsível mundo do futebol
nós demos uma prova de que somos diferenciados. Somos o time com mais títulos
do Campeonato Brasileiro (em sua nova fórmula) o time com maior número de Copa
Libertadores (ao lado da equipe do Santos) e o time Brasileiro com maior número
de Mundiais Interclubes conquistados. E hoje me sinto honrado em dizer que
somos o clube que botou o adversário para correr.
Parabéns São Paulo pela
conquista. E eu continuo louco, apaixonado, movido por futebol. Que mesmo
alienando as pessoas me rende muita diversão entre meus amigos, torcedores e
apreciadores desse ópio produtivo.
Abaixo o link da página do Tigre
no Wikipédia. Antes de comentar futebol em uma rede social, torcedores, vamos
procurar pesquisar um pouquinho mais para não falar besteiras e desperdiçar o
tempo de quem REALMENTE gosta de futebol.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Club_Atl%C3%A9tico_Tigre
http://pt.wikipedia.org/wiki/Club_Atl%C3%A9tico_Tigre
domingo, 9 de dezembro de 2012
O imaginário de Cristiano Ronaldo
Esta é a primeira vez que vou
falar de futebol no blog. Como minha maior paixão, acredito que demorou para eu
tocar no assunto. Mesmo assim, o tema de hoje nem tem um viés tão esportivo.
E sim uma peculiaridade que reparei em um dos maiores jogadores de futebol da
atualidade. Estou falando do ídolo português, Cristiano Ronaldo, atacante do
Real Madrid.
Esses dias eu estava no Youtube
vendo uns vídeos aleatórios de futebol, como dribles, jogos antigos, enfim,
imagens que compõem a minha história recente do futebol. Entre os vídeos relacionados
encontrei uma entrevista de uma emissora portuguesa na casa de Cristiano Ronaldo,
em Madri. Logo me interessei pelo vídeo que de capa era Cristiano dirigindo um
super carro.
Comecei a assistir e gostei do
formato da entrevista. A emissora foi muito feliz ao selecionar partes do
cotidiano do jogador, como a relação do atleta com seus cães, por exemplo.
Ronaldo tem dois cachorros em sua casa. Não pude identificar a raça deles. Um é
bem grande, acredito que seja um Labrador. O outro pequeno, acredito que seja
Yorkshire. Ambos machos. Os cães parecem ser a melhor companhia do atleta que é
rico, famoso e cheio de mulheres aos seus pés.
Durante a entrevista, o repórter
português propõe um desafio a Cristiano. O jogador tem que derrubar algumas
velas, postas sobre uma bancada, para sagra-se vencedor. Cristiano, com sua
habilidade indiscutível, começa mal o desafio. No primeiro chute não acerta nem
uma das quatro velas. Após algumas tentativas ele consegue derrubar três delas,
restando apenas uma. Foi nessa hora que tive noção do imaginário lúdico de Cristiano
Ronaldo. Igual uma criança de dez anos, igual a mim no auge dos meus dez anos,
Cristiano faz uma promessa a si próprio. Bem baixinho ele diz: “Se acertar, Portugal vai ganhar o mundial. Se não acertar, não ganhamos.”.
Naquele momento tive noção de como
podemos divagar em nossos pensamentos. E que curioso ver um atleta de 27 anos,
que já foi campeão do mundo, melhor jogador do ano, brincar em seu quintal e ao mesmo
tempo imaginar-se em um estádio lotado, cheio de espectadores e em disputa um
título mundial. Rapazes, quem nunca?
Lembrei da minha infância. Jogo
do meu time à noite era sinal de bolinha de meia pela casa e as pernas das
cadeiras, das mesas, portas, qualquer retângulo era o gol. O resultado do jogo profissional
nem me importava tanto, já que o meu próprio jogo já havia sido feito. Meu
placar já estava consolidado. E meu time sempre vencia, claro.
Achei interessante levantar esse
tema por aqui. É uma ótima oportunidade de fantasiar algo tão previsível, como o
futebol de hoje. Lamento não me excitar com uma bola de meia como costumava
fazer em minha infância. Porém, fico contente de saber que compartilho as
mesmas ilusões que um dos maiores jogadores da história do futebol. E viva
nossa imaginação sem limites.
Abaixo o link da primeira parte
da entrevista para quem estiver interessado:
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Íntimo
Vou revelar algo nesse post que
acredito ser comum entre vocês. Mas claro que a gente não toca no assunto por
que é daquelas peculiaridades que não se toca no assunto. Se você acompanha meu
blog deve associar com aqueles pensamentos sobre sentimento universal. Se você
não acompanha o blog sorte sua. Está perdendo nada.
Às vezes eu converso com amigos
através do Facebook. Independente de quem é esse amigo, eu imagino o diálogo na
minha cabeça. É como se a voz da pessoa se apoderasse da minha mente e nesse
momento, independente da distância, eu converso realmente com ela. A diferença
é que minha imaginação permite desdizer. O que em alguns casos é um alívio.
O que quero dizer é que muitas
vezes eu escrevo algumas coisas e apago. Se tivesse publicado – seja nesse
blog, seja nas conversas informais através das redes sociais – todo o conteúdo
que já escrevi, teria muito assunto para tratar. Mas a questão é que busco um
motivo pelo abandono de minhas próprias palavras. Será que numa mesa de bar eu
simplesmente descartaria a ideia com um ingênuo: “Pensei numa coisa, mas deixa
para lá”. Seria isso uma insegurança da minha parte? Vocês fazem isso também?
O problema é que sempre levanto
questões por aqui que nunca saberei a resposta. Acho que o blog deveria se
chamar “Fernando retoricando”.
E para encerrar por cima eu vou
citar um poema de Carlos Drummond de Andrade que é a síntese da minha
existência:
Poema de sete
faces – Carlos Drummond de Andrade
Quando nasci, um
anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os
homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa
cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do
bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que
me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto
mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te
dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Um ano de Baobá
Dia dois de Dezembro. Muitos não
fazem ideia, mas hoje é um dia muito significativo para mim. Hoje completa um ano
que apresentei meu Trabalho de Conclusão de Curso na Universidade Anhembi Morumbi.
O tema, que trouxe desconfiança em princípio, era contação de histórias e a importância
do elemento lúdico para o desenvolvimento. O que no começo era dúvida hoje se
tornou a maior herança da minha vida acadêmica.
Na época eu e o grupo - formado
por Gabriel Sanchez, Helder Santos, Rafael Linhares e Washington Castro - optamos
por fazer um documentário. Talvez não cientes do trabalho que é fazer um documentário.
Em nosso favor estava a orientação da Dra. Maria de Lourdes Eleutério, que desde
o início nos indicou importantes obras complementares. Além das valiosas instruções
ao longo do ano.
Após muita leitura, entrevista,
edição, decupagem, produção de texto, elaboração de perguntas, relatórios, metodologia,
resenhas e aluguel de equipamento, eu classifico o resultado como o melhor
possível. Não me refiro à nota. Um 9,50 em um TCC é muito gratificante. Mas o
aprendizado que tive com o documentário é uma lembrança viva para mim. Difícil
passar um dia sem relembrar um trecho de determinada entrevista ou uma música
de fundo. Mas, principalmente, difícil não associar a mensagem transmitida no
documentário com experiências cotidianas.
Ao assistir um filme, ler uma
notícia ou simplesmente ver uma criança portando um celular é inevitável não
estabelecer comparações com o TCC. Hoje eu tenho uma relação muito próxima com
o tema. Aprendi a enxergar com olhos críticos a abstinência à contação de histórias
e a falta que ela causa futuramente. Um gesto simples com um resultado poderoso.
Mais do que o legado deixado pelo
Baobá, hoje, vestir a mesma camisa branca que usei no dia da apresentação
significa me caracterizar para uma contação de história. Meu público está em
todo lugar. Sem distinção de idade, pois todos nós somos sedentos por conhecimento.
Todos guardamos elementos mágicos dentro de nós. E a contação de histórias é
uma forma de tradução desse mundo imaginário para o mundo real.
“Quando os outros deram por si, o
narrador já tinha descido as escadas.”
Machado de Assis
Abaixo o link para o documentário no site Youtube. Espero que para vocês ele
tenha o mesmo valor que tem para mim. E nunca deixem de compartilhar
conhecimento por que se não fosse pelas contações de histórias é capaz de nunca
termos descoberto quem realmente somos.
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