domingo, 2 de dezembro de 2012

Um ano de Baobá


   Dia dois de Dezembro. Muitos não fazem ideia, mas hoje é um dia muito significativo para mim. Hoje completa um ano que apresentei meu Trabalho de Conclusão de Curso na Universidade Anhembi Morumbi. O tema, que trouxe desconfiança em princípio, era contação de histórias e a importância do elemento lúdico para o desenvolvimento. O que no começo era dúvida hoje se tornou a maior herança da minha vida acadêmica.
   Na época eu e o grupo - formado por Gabriel Sanchez, Helder Santos, Rafael Linhares e Washington Castro - optamos por fazer um documentário. Talvez não cientes do trabalho que é fazer um documentário. Em nosso favor estava a orientação da Dra. Maria de Lourdes Eleutério, que desde o início nos indicou importantes obras complementares. Além das valiosas instruções ao longo do ano.
   Após muita leitura, entrevista, edição, decupagem, produção de texto, elaboração de perguntas, relatórios, metodologia, resenhas e aluguel de equipamento, eu classifico o resultado como o melhor possível. Não me refiro à nota. Um 9,50 em um TCC é muito gratificante. Mas o aprendizado que tive com o documentário é uma lembrança viva para mim. Difícil passar um dia sem relembrar um trecho de determinada entrevista ou uma música de fundo. Mas, principalmente, difícil não associar a mensagem transmitida no documentário com experiências cotidianas.
   Ao assistir um filme, ler uma notícia ou simplesmente ver uma criança portando um celular é inevitável não estabelecer comparações com o TCC. Hoje eu tenho uma relação muito próxima com o tema. Aprendi a enxergar com olhos críticos a abstinência à contação de histórias e a falta que ela causa futuramente. Um gesto simples com um resultado poderoso.
   Mais do que o legado deixado pelo Baobá, hoje, vestir a mesma camisa branca que usei no dia da apresentação significa me caracterizar para uma contação de história. Meu público está em todo lugar. Sem distinção de idade, pois todos nós somos sedentos por conhecimento. Todos guardamos elementos mágicos dentro de nós. E a contação de histórias é uma forma de tradução desse mundo imaginário para o mundo real.


“Quando os outros deram por si, o narrador já tinha descido as escadas.”   
Machado de Assis


Abaixo o link para o documentário no site Youtube. Espero que para vocês ele tenha o mesmo valor que tem para mim. E nunca deixem de compartilhar conhecimento por que se não fosse pelas contações de histórias é capaz de nunca termos descoberto quem realmente somos. 

4 comentários:

  1. Nossa, entao faz um ano que comemos a ultima pizza juntos, sentamos numa porta de comercio e ficamos conversando ate tarde!hahaha
    Vou mostrar o video pra dona Sonia, ela vai gostar!

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