domingo, 9 de dezembro de 2012

O imaginário de Cristiano Ronaldo


     Esta é a primeira vez que vou falar de futebol no blog. Como minha maior paixão, acredito que demorou para eu tocar no assunto. Mesmo assim, o tema de hoje nem tem um viés tão esportivo. E sim uma peculiaridade que reparei em um dos maiores jogadores de futebol da atualidade. Estou falando do ídolo português, Cristiano Ronaldo, atacante do Real Madrid.
    Esses dias eu estava no Youtube vendo uns vídeos aleatórios de futebol, como dribles, jogos antigos, enfim, imagens que compõem a minha história recente do futebol. Entre os vídeos relacionados encontrei uma entrevista de uma emissora portuguesa na casa de Cristiano Ronaldo, em Madri. Logo me interessei pelo vídeo que de capa era Cristiano dirigindo um super carro.
    Comecei a assistir e gostei do formato da entrevista. A emissora foi muito feliz ao selecionar partes do cotidiano do jogador, como a relação do atleta com seus cães, por exemplo. Ronaldo tem dois cachorros em sua casa. Não pude identificar a raça deles. Um é bem grande, acredito que seja um Labrador. O outro pequeno, acredito que seja Yorkshire. Ambos machos. Os cães parecem ser a melhor companhia do atleta que é rico, famoso e cheio de mulheres aos seus pés.
    Durante a entrevista, o repórter português propõe um desafio a Cristiano. O jogador tem que derrubar algumas velas, postas sobre uma bancada, para sagra-se vencedor. Cristiano, com sua habilidade indiscutível, começa mal o desafio. No primeiro chute não acerta nem uma das quatro velas. Após algumas tentativas ele consegue derrubar três delas, restando apenas uma. Foi nessa hora que tive noção do imaginário lúdico de Cristiano Ronaldo. Igual uma criança de dez anos, igual a mim no auge dos meus dez anos, Cristiano faz uma promessa a si próprio. Bem baixinho ele diz: “Se acertar, Portugal vai ganhar o mundial. Se não acertar, não ganhamos.”.
    Naquele momento tive noção de como podemos divagar em nossos pensamentos. E que curioso ver um atleta de 27 anos, que já foi campeão do mundo, melhor jogador do ano, brincar em seu quintal e ao mesmo tempo imaginar-se em um estádio lotado, cheio de espectadores e em disputa um título mundial. Rapazes, quem nunca?
    Lembrei da minha infância. Jogo do meu time à noite era sinal de bolinha de meia pela casa e as pernas das cadeiras, das mesas, portas, qualquer retângulo era o gol. O resultado do jogo profissional nem me importava tanto, já que o meu próprio jogo já havia sido feito. Meu placar já estava consolidado. E meu time sempre vencia, claro.
    Achei interessante levantar esse tema por aqui. É uma ótima oportunidade de fantasiar algo tão previsível, como o futebol de hoje. Lamento não me excitar com uma bola de meia como costumava fazer em minha infância. Porém, fico contente de saber que compartilho as mesmas ilusões que um dos maiores jogadores da história do futebol. E viva nossa imaginação sem limites.


 
Abaixo o link da primeira parte da entrevista para quem estiver interessado:

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