Esta é a primeira vez que vou
falar de futebol no blog. Como minha maior paixão, acredito que demorou para eu
tocar no assunto. Mesmo assim, o tema de hoje nem tem um viés tão esportivo.
E sim uma peculiaridade que reparei em um dos maiores jogadores de futebol da
atualidade. Estou falando do ídolo português, Cristiano Ronaldo, atacante do
Real Madrid.
Esses dias eu estava no Youtube
vendo uns vídeos aleatórios de futebol, como dribles, jogos antigos, enfim,
imagens que compõem a minha história recente do futebol. Entre os vídeos relacionados
encontrei uma entrevista de uma emissora portuguesa na casa de Cristiano Ronaldo,
em Madri. Logo me interessei pelo vídeo que de capa era Cristiano dirigindo um
super carro.
Comecei a assistir e gostei do
formato da entrevista. A emissora foi muito feliz ao selecionar partes do
cotidiano do jogador, como a relação do atleta com seus cães, por exemplo.
Ronaldo tem dois cachorros em sua casa. Não pude identificar a raça deles. Um é
bem grande, acredito que seja um Labrador. O outro pequeno, acredito que seja
Yorkshire. Ambos machos. Os cães parecem ser a melhor companhia do atleta que é
rico, famoso e cheio de mulheres aos seus pés.
Durante a entrevista, o repórter
português propõe um desafio a Cristiano. O jogador tem que derrubar algumas
velas, postas sobre uma bancada, para sagra-se vencedor. Cristiano, com sua
habilidade indiscutível, começa mal o desafio. No primeiro chute não acerta nem
uma das quatro velas. Após algumas tentativas ele consegue derrubar três delas,
restando apenas uma. Foi nessa hora que tive noção do imaginário lúdico de Cristiano
Ronaldo. Igual uma criança de dez anos, igual a mim no auge dos meus dez anos,
Cristiano faz uma promessa a si próprio. Bem baixinho ele diz: “Se acertar, Portugal vai ganhar o mundial. Se não acertar, não ganhamos.”.
Naquele momento tive noção de como
podemos divagar em nossos pensamentos. E que curioso ver um atleta de 27 anos,
que já foi campeão do mundo, melhor jogador do ano, brincar em seu quintal e ao mesmo
tempo imaginar-se em um estádio lotado, cheio de espectadores e em disputa um
título mundial. Rapazes, quem nunca?
Lembrei da minha infância. Jogo
do meu time à noite era sinal de bolinha de meia pela casa e as pernas das
cadeiras, das mesas, portas, qualquer retângulo era o gol. O resultado do jogo profissional
nem me importava tanto, já que o meu próprio jogo já havia sido feito. Meu
placar já estava consolidado. E meu time sempre vencia, claro.
Achei interessante levantar esse
tema por aqui. É uma ótima oportunidade de fantasiar algo tão previsível, como o
futebol de hoje. Lamento não me excitar com uma bola de meia como costumava
fazer em minha infância. Porém, fico contente de saber que compartilho as
mesmas ilusões que um dos maiores jogadores da história do futebol. E viva
nossa imaginação sem limites.
Abaixo o link da primeira parte
da entrevista para quem estiver interessado:
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