quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nossa língua portuguesa

  A língua portuguesa é complicada. Já começo com uma afirmação porque meu argumento é seguro. A língua portuguesa é complicada e eu não tenho domínio sobre ela. Essa afirmação é segura porque direto vasculho páginas de internet buscando a forma correta de determinada expressão. E cada vez mais me assusto com minha condição de emissor errante da língua portuguesa.
  Poxa, por que tantos “porquês” em nossa língua? Eu não sei usar nenhum. Nenhum ou nem um? Não sei usar nem um/nenhum é cabível em uma oração já que forma uma dupla negação? Oração ou frase? É, a língua portuguesa é complicada. Seja uma vírgula mal encaixada ou um “x”no lugar de um “s”, a língua portuguesa é muito complicada.
  E a conjugação verbal? Todas as conjugações. Você sabe que em algum momento da sua vida alguém vai aparecer com um “fizera”, “dissera”, “fora”, mas é possível que muita gente não saiba classificar esses verbos. Esses dias um cara no curso de inglês me mostrou a tabela dos verbos no Simple Past, Present Perfect, Past Participle (Inglês eu também não manjo) e acrescentou:
_”Ahh e aqui existe uma lista dos falsos cognatos.”
O queee??? Falsos o queeee??? Ahh! Essa língua portuguesa é muito complicada. 
  Alguns vão pensar que como comunicador por formação eu deveria saber. Sim, concordo com vocês. Mas no fundo sei que vocês têm dúvidas também. E que vocês também devem errar. O negócio é mesmo pesquisar. Acredito estar usando a Internet com uma boa finalidade agindo dessa forma. Ou seria “desta” forma? Vixe! Vou pesquisar mais um pouquinho...

*E para todas as perguntas acima não esperem uma reposta de minha pessoa. Minha função é apenas questionar. Ou vocês acharam que levantando o tema eu teria interesse em saber a forma correta? Hahahahaha não sejam tolos...A língua portuguesa é muito complicada.

**Enquanto eu escrevia esse texto – e todos os outros- o corretor automático trabalhava demasiadamente. Essa língua portuguesa é complicada.

***Não costumo usar minha mãe como exemplo de coisas positivas, mas sabiamente ela me disse que a regra número um da comunicação é: “Onde houve compreensão, houve diálogo.” Rajada impactante do Ditão, que é formado em...Letras, claro! Então, mesmo tendo curiosidade sobre a língua e reconhecendo meus erros, não julgo quem os comete por que....porque a língua portuguesa é complicada.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Desculpas

  Eu percebi que com apenas três dias no ar algumas pessoas já visitaram o blog. Acho que foi por que eu pedi. 
  Eu achei que não teria muito assunto para esse começo de trabalho, mas na verdade já tenho alguns textos prontos. Só que o de hoje vai ficar para amanhã. Por que o assunto de hoje é um pedido: desculpa.
  Desculpa pela organização, pelo visual do blog. É que ainda não acostumei com essas modernagem. É muita coisa para mim, daí eu fico querendo fazer testes e depois não sei converter. Ontem eu postei um tópico e apaguei o primeiro sem querer. E fiz isso por que estava tentando adequar o primeiro texto aos moldes do segundo. Mas é tudo uma questão estética.
  Portanto, se você acessar e perceber que existe algo errado é por que está errado mesmo e eu não estou sabendo consertar, por enquanto.
  Então é isso. Belo post o de hoje, hein? Uau, que idéia jogada fora. Que flanada, hein Fernando. Acho que na verdade não estou sabendo desenvolver muitos temas. Ou estou criando muitas expectativas. Paciência.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Discurso sobre o método possivelmente falho

  Vocês que estão acompanhando o nascimento desse blog devem ter duras críticas aos textos. Quando releio o que escrevi fico com muita raiva de mim. Uma sensação de que não ficou bom. Às vezes parece que não consegui me explicar. Não deveria ser assim já que sempre digo nas entrevistas de emprego que sei me expressar muito bem, principalmente através da escrita que é minha paixão. Não paixão, paixão. Mas algo que me deixa...ahh não sei explicar. Acho que quando reler isso aqui não vou gostar também. Agora estou pensando em não publicar isso. 
  Se eu não publicar vocês jamais saberão o que estou pensando. E se eu publicar é capaz que percam a paciência por que esse texto mais se assemelha com um pensamento indivisível que não deveria compor o corpo do blog. Ahh mas dane-se! Acho que o objetivo é saber mesmo o que se passa na minha cabeça.
  Venho há muito tempo estudando algo chamado sentimento universal. Eu não sou um cara muito estudioso. Então, quando tenho uma ideia que julgo interessante, costumo logo pensar que alguém já pensou nisso primeiro que eu. Agora eu vou falar sobre sentimento universal. E tenho certeza que alguém já falou isso antes de mim.
  Quando eu quero saber se alguém já falou sobre determinado tópico eu vou até a barra de pesquisa do Google e simplesmente pesquiso sobre o tema. Eu fiz isso sobre o tal sentimento universal. E encontrei muita coisa. Mas todas me deram preguiça de ler. Eu sei que sou preguiçoso, mas não encontrei nada objetivo na minha pesquisa. Verdade que não cheguei sequer na segunda página da pesquisa. E verdade também que não fui além do quinto link. Logo, me dou ao luxo de julgar sentimento universal uma obra minha, só minha u_u Que agora farei questão de compartilhar com vocês :D
 
(Grandis merdis) 
 
  Sentimento universal consiste em acreditar que todas as pessoas do mundo são interligadas através de relações semelhantes. Por exemplo, morando fora do meu país de origem eu fiz amizade com uma galera da gringa. Percebi que algumas piadas que eu acreditava ter graça - não sou engraçado e o pior de tudo é que tento ser. Meus amigos sabem disso – somente entre meus amigos próximos também agradava a eles.
  Além das piadas existem outras sensações que nos move. Aqui em Dublin faz frio. Logo, todos usam blusa. É como se o frio fosse nosso elo. Ou então, esse talvez o melhor exemplo, o dinheiro. Dinheiro. Tão bom. E ao mesmo tempo tão curto em minhas mãos. O mundo inteiro parece ter noção da existência do dinheiro. E mais que isso, sabem da necessidade do dinheiro como um condutor para nossas relações.
  Às vezes encontro alguém com muito dinheiro, mas eu não sei disso ainda, e conforme vou conversando com a pessoa vai se evidenciando a existência do dinheiro – nesses casos em abundância- do viajante em questão. Portanto, acredito em certos tópicos que entrelaçam as relações humanas que vão além das barreiras geográficas. E isso é muito curioso para mim.
  Acho que ao longo dos anos desenvolvi um pensamento muito individualista sobre cultura, de um modo geral. Ignorei completamente o fato de que muitos produtos que recebo não são típicos da minha região. O que os torna universais e de acesso a todos. Um estalo para mim que talvez represente pouca coisa para uma pessoa com conceitos comportamentais universalizados.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sua única certeza é a morte?

  Errado. Em minha opinião, claro. É lógico que um dia vamos morrer. Mas o que significa morrer? Morrer significa deixar de existir? Quem garante que eu não sentirei dor quando forem remover meu rim para doá-lo. Será que meu cérebro perderá os estímulos, o que me fará esquecer a dor? Acredito que sim. Mas achar que a morte é a sua única certeza é muita pretensão.
  Isso por que quando você tem certeza de alguma coisa você automaticamente tem certeza da sua constatação. Você sabe o que é morte. Isso é uma certeza. Você sabe que vai morrer, logo, duas certezas. Parece coisa de louco, né? Talvez seja mesmo.
  Eu me pego pensando nessas coisas por que diariamente digo frases, jargões, que de alguma forma se consolidaram no nosso modo de falar. Mas quem será que vem com essas ideias em princípio? O cara talvez se sinta feliz por ter seu trabalho reconhecido. Mas eu confesso não ter ideia da origem dessas afirmações. De repente algum livro que caiu no gosto popular. Ou a simples repetição mesmo. Esses clichês estão no mundo há tempo demais para descobrirmos sua origem.
  Mas acho blasé falar sobre clichê. E acho clichê utilizar a palavra blasé. Mas isso explica nada. A questão é que a gente se acomoda com muitas coisas que ouvimos por aí. Eu mesmo muitas vezes repito sem sequer saber origens, tampouco finalidades. Acho isso muito clichê da minha parte.
  Nossa, que texto mais blasé.

domingo, 25 de novembro de 2012

Finalmente

  Pronto! Após anos falando que iria criar um blog eu finalmente o fiz. 
  Mas para quê? Eu nem sei se tenho algo interessante para contar. 
A primeira vez que disse que faria um blog eu tinha apenas dezesseis anos. Naquela época eu pensava em estudar Jornalismo. E de alguma forma eu achava que ter blog ajudaria a dar visibilidade ao meu trabalho.
  Hoje, prestes a fazer vinte e dois anos, eu estou formado em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Mas ainda não sei como um blog pode me ajudar.  A diferença é que agora eu tenho um. Sinal que terei de aprender na marra. Mas longe de mim querer transformar o blog numa responsabilidade. Até por que não dou conta das minhas, que não são muitas.
  Talvez essa decisão de criar um blog seja por que chega determinada hora em que a gente não consegue conter as palavras para si. Existe uma necessidade de jogá-las ao mundo. Dar asas a nossas idéias. Mesmo que algumas careçam de cuidados.
  Sobre o nome: Fernando flanando. Flanar significa andar sem rumo. Toda vez que digo "flanar"me vem na cabeça a imagem de um cara chutando uma tampinha de garrafa na rua. Esse cara parece não ter direção. Esse cara deve ser eu. Meio que sem direção, flanando, como se buscasse alguma resposta para alguma pergunta. Já Fernando é o meu nome. Aliás, uma coisa que me perturba desde 21 de Dezembro de 1990. Eu gosto do meu nome. O problema é que ele está no gerúndio. Fernando. FernANDO. É como se existe o verbo fernar. E alguém estivesse fernando. 
_Cadê o Pablo?
_Ah não se preocupe. Ele está fernando. 
  Às vezes parece esquisito. Mas eu já me acostumei com isso. Se eu tiver algum leitor chamado Armando ele vai entender. O problema é que eu escrevi flanando com letra maiúscula. Alguém pode pensar que é meu sobrenome. O outro problema é que como o blog é novo eu não estou sabendo mudar o nome. Mas acho que é questão de tempo para aprender. Sim, sou muito ruim com tecnologia. Nem sei como consegui um emprego de Help Desk uma vez...
  Uau! Eu achei que meu primeiro post seria vazio, sem muito assunto, mas acho que consegui fazer render um pouquinho. Deu para imaginar o que vem pela frente: loucura, doideira, idéias fora de ordem. Espero que tenham gostado e que possamos descobrir juntos o que significa ter um blog. Existe alguma despedida especial para blogs??? Tchau, fiquem com Deus. Beijos, se cuidem. Falou, até a próxima. Bom...beijos, se cuidem.