segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sua única certeza é a morte?

  Errado. Em minha opinião, claro. É lógico que um dia vamos morrer. Mas o que significa morrer? Morrer significa deixar de existir? Quem garante que eu não sentirei dor quando forem remover meu rim para doá-lo. Será que meu cérebro perderá os estímulos, o que me fará esquecer a dor? Acredito que sim. Mas achar que a morte é a sua única certeza é muita pretensão.
  Isso por que quando você tem certeza de alguma coisa você automaticamente tem certeza da sua constatação. Você sabe o que é morte. Isso é uma certeza. Você sabe que vai morrer, logo, duas certezas. Parece coisa de louco, né? Talvez seja mesmo.
  Eu me pego pensando nessas coisas por que diariamente digo frases, jargões, que de alguma forma se consolidaram no nosso modo de falar. Mas quem será que vem com essas ideias em princípio? O cara talvez se sinta feliz por ter seu trabalho reconhecido. Mas eu confesso não ter ideia da origem dessas afirmações. De repente algum livro que caiu no gosto popular. Ou a simples repetição mesmo. Esses clichês estão no mundo há tempo demais para descobrirmos sua origem.
  Mas acho blasé falar sobre clichê. E acho clichê utilizar a palavra blasé. Mas isso explica nada. A questão é que a gente se acomoda com muitas coisas que ouvimos por aí. Eu mesmo muitas vezes repito sem sequer saber origens, tampouco finalidades. Acho isso muito clichê da minha parte.
  Nossa, que texto mais blasé.

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